Manchetes alimentam disputa presidencial com polêmicas
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| Imagem: reprodução de "IstoÉ" (nº 2136) e "Veja" (nº 2186) de 2010; denuncia e partidarismo. |
Antes essas "caras" eram mais vistas nas entrelinhas de cada notícia. De repente, viraram manchetes com denuncias para todos os lados que, sequer, facilitaram a escolha do povo. Por isso, muitos eleitores não viram saída em nenhum dos lados e acabaram apelando para Deus.
O "senhor" nunca havia tirado titulo de eleitor, nem mesmo mostrado a cara nas urnas, mas os candidatos responsáveis por polarizar essas eleições logo perceberam um resultado significativo nas pesquisas, caso não começassem a rezar conforme a cartilha dos nobres conservadores. Com o passar das discussões, a campanha foi perdendo um caráter típico do Estado - o de ser laico - para atender aos interesses de uma parcela religiosa disposta a pregar como universal suas concepções. Mas em nome de quem?
No mais, diante de trocas de acusações, uma semelhança entre os dois presidenciáveis começou a ficar "na cara", devido ao trabalho duvidoso de seus assessores - os verdadeiros mentores da estratégia de eleger os defeitos como principal critério para ressaltar diferenças.
Enquanto isso, um sinal de esperança brotava timidamente, zelando pela sustentabilidade de um debate de alto nível com um tom de voz ao qual as medições de intenção de voto não souberam escutar. Talvez, porque o povo não soube falar, afinal essa voz não pode ser ouvida além do segundo turno.
Se não bastasse, até os próprios políticos debocharam de si, ao comprovar que uma eleição pode ser vencida com muita piada, pouco trabalho e nenhuma promessa. Dessa forma, eles mostram as suas caras. Dá para encará-las?

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